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Marcelo Tas

Jornalista, comunicador e extra-terrestre

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Itália usa cultura para turismo e sustentabilidade

Uma viagem pelas obras incentivadas pela família Medici, os grandes mecenas italianos dos séculos XV ao XVIII.

Dia desses, falei aqui sobre a falsa polêmica em torno da Lei Rouanet: de que há muito dinheiro indo para a Cultura no Brasil. Bobagem, o orçamento federal é menos que 0,2% e a ONU sugere 10 vezes mais. 

Por que vim passear na Itália? Da Torre de pizza até a própria pizza, todas as razões são ligadas à Cultura do país. Estou agora em Veneza, chegando de Florença. Lá, testemunhei com meus próprios olhos que um Michelângelo não brota do nada. 

Cosimo il Vecchio foi o primeiro da família Medici que investiu nas artes. O Palácio dos Medici foi ambiente de estudos para artistas como Leonardo da Vinci, Raffaello e Michelângelo, este que se mudou pra lá aos 15 anos quando morou com Lourenzo Medici por cinco anos no século XV. O jardim da casa dos Medici também fez brotar debates que foram os embriões da era renascentista que tanto cultuamos até hoje. 

Lourenzo de Medici, neto de Cosimo il Vecchio, foi destinado “príncipes do Estado” ao lado do seu irmão Juliano. O cargo de honra inveja nas terras italianas. Até que em 1478, uma família rival dos Medici planejou matar os dois irmãos em uma missa de páscoa no Duomo de Florença. Juliano morreu e Lourenzo foi salvo pelo poeta Poliziano que o trancou na sacristia. 

A tragédia virou diversão nos consoles dos gamers. Uma das fases do jogo Assassin's Creed 2 lançado em 2009 propõe ao jogador entrar nesta história e salvar Loureço de Medici. Ainda bem que o jogador da vida real passou de fase e garantiu vida longa a um dos principais mecenas da história do ocidente.

Veja só o vídeo do jogo! 


Os grandes mecenas de hoje continuam retribuindo as obras levantadas pelos Medici dos séculos XV até XVIII. A primeira fonte de Florença construída com um concurso lançado por Cosimo I Medici será reformada por 1.5 milhões de euros pelo todo fashion Salvatore Ferragamo. A fortuna só foi investida graças ao sistema de incentivo fiscal italiano, um modelo parecido com a nossa Lei Rouanet e outros sistemas de renúncia fiscal do Governo. A inauguração já tem data marcada para dia 10 de dezembro de 2018, mesmo dia que foi inaugurada em 1574.

Vamos olhar para a Cultura como expressão de um povo e também como fonte de sustentabilidade pela arte e história. 

Por falar em Cultura, meus cafés da manhã italianos têm trilha sonora pra lá de abrasileirados: sempre ao som de Tom Jobim. Precisamos valorizar o que já temos de riqueza, compartilhar com o mundo e seguir além! 

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