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Marcelo Tas

Jornalista, comunicador e extra-terrestre

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A posse de Trump nas redes sociais

O famoso perfil @Potus assinado por Obama passa a ser comandado por Donald Trump a partir do dia 20. Quantos seguidores vai ganhar ou perder?

Semana de posse. Além de assumir o Salão Oval, Donald Trump recebe no próximo dia 20 a senha das redes sociais oficiais dos EUA. 

Pela quadragésima quinta vez, o gabinete do presidente norte-americano assiste à dança das cadeiras. Mas pela primeira vez na história será feita a passagem de bastão do Twitter @Potus - um acrônimo de “President of the United States”. 

Para conduzir os 13,5 milhões de seguidores do perfil para o comando do novo presidente, a Administração de Registros e Documentos Nacionais oficializou as regras do jogo em pleno halloween de 2016. Todo conteúdo assinado por Obama será redirecionado para contas com o número “44”. Ou seja, @Plotus vira @Plotus44, como o perfil da primeira dama que passa a ser @Flotus44 e assim por diante. Os arquivos do 44o homem a assumir o cargo serão uma espécie de biblioteca digital de tuitadas presidenciais. 

Barack Obama alcançou milhões de seguidores bem antes de Puglieses, Kadarshians e outras celebridades das redes. Às vésperas das eleições de 2008, o então candidato já fazia parte de pelo menos 16 redes sociais. Das mais tradicionais como Twitter, MySpace e Flickr até comunidades segmentadas por etnias como BlackPlanet, MiGente e AsianAve. 

Em seu perfil do MySpace, personalizou a página com botões especiais de doações para campanha. Não satisfeito, contratou Chris Hughes, co-fundador do Facebook, para lançar sua própria rede social: my.barackobama.com - carinhosamente apelidada como MyBo. Reuniu mais de 1,5 milhões de usuários em sua rede particular mobilizando milhares de comunidades digitais e presenciais em apoio a Obama além de, claro, também faturar com doações. Ao total, o candidato convenceu 3 milhões de contribuintes individuais, embolsando US$ 750 milhões pela Internet. 

Foi uma aula de mídias digitais. Como anunciou o cientista político Michael Cornfield ainda em 2008, “sem internet, não haveria Obama.” 

Curiosamente, depois de assumir o posto de presidente dos EUA, Obama não pôde usar as redes do Governo. Apenas em maio de 2015 celebrou a emancipação digital em seu primeiro tweet: “Oi, Twitter. Aqui é o Barack. De verdade! Seis anos depois, eles finalmente me deram minha própria conta.” De lá pra cá, voltou a ser sucesso nas redes. Lives no Facebook, bastidores de discursos pelo Snapchat e mais de 340 tuitadas. 

Donald Trump assume o @Potus com experiência nos 140 caracteres. Seu Twitter pessoal @RealDonaldTrump reune mais de 34 mil publicações. De acordo com o New York Times, até outubro de 2016 o candidato eleito conseguiu atacar 282 pessoas ou instituições diferentes. De Hillary Clinton a times de baseball. O tom agressivo e irônico divide a internet. Entre apaixonados e revoltados, a conta pessoal de Trump no Twitter carrega 20 milhões de seguidores, número até maior que o perfil oficial do presidente.

Donal Trump recebe a conta @Plotus zerada, pronta para descobrirmos se manterá seus dedos venenosos sentado no gabinete oficial. Ele promete segurar a onda. Seguiremos. 

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