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Marcelo Tas

Jornalista, comunicador e extra-terrestre

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Brasileiros evitam falar da morte mas querem vida longa

Pesquisa encomendada pela revista Economist aponta: brasileiros querem viver uma eternidade, custe o que custar.

Como será seu último suspiro? Algum dia já pensou sobre isso e dividiu com as pessoas mais próximas? Não é o papo mais agradável para o almoço em família, mas acredite: não faz tão mal para a digestão como você pensa.

Um a cada três brasileiros nunca conversou com familiares sobre a morte. Pelo menos, foi o que mostrou uma pesquisa divulgada nesta semana encomendada pela The Economist em parceria com o instituto norte-americano Família Kaiser.

Apesar de o assunto não vir à mesa, não queremos largar o osso da vida. O questionário aplicado no Brasil, Itália, EUA e Japão mostrou que os brasileiros (70%) são os que mais têm o sonho de vida longa apesar dos pesares da velhice. Entre os japoneses, por exemplo, apenas 15% respondeu que prefere viver por muito tempo ainda que não tenha as melhores condições de saúde e cuidados. 

No fim da linha, a preocupação dos brasileiros (88%) é estar em paz espiritualmente e rodeado de pessoas queridas. Por falar em espiritualidade, entre os países pesquisados, somos a terra mais cristã. Católicos e Evangélicos somam 74% entre os que responderam o questionário. 

Com o pé na tábua do caixão, é a fé em Deus que aflora. De acordo com o relatório "Retratos da Leitura do Brasil" de 2016, encomendado pelo Instituto Pro-Livro, os livros religiosos e a própria Bíblia vão entrando cada vez mais na cabeceira dos brasileiros conforme a idade chega. 

Em uma prática de meditação, fui convidado a pensar numa cena inicialmente bem macabra. A cena do meu velório sob o ponto de vista do meu corpo repousado no caixão. O início era sombrio. Aos poucos, fui enxergando meus familiares e amigos ao som da música que idealizei para o momento. A reflexão terminou com muita leveza e vida. 

Um exercício que recomendo ao leitor. 

Na revisão da vida de trás pra frente, é possível uma nova calibragem na balança de o que é realmente relevante e, finalmente, tirar o peso engordado pelo tabu que nos impede falar sobre a morte. 

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