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Marcelo Tas

Jornalista, comunicador e extra-terrestre

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Aproveite o feriado e coloque sua cabeça em Marrakech

Sugiro olhar para o significado da frágil história da República brasileira e os rumos do planeta discutidos no Marrocos

Que tal aproveitar o feriadão para revermos a história?

A Proclamação da República foi o ponto final do Império para dar lugar ao não-tão-santo marechal Manuel Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente do Brasil. Há 127 anos, D. Pedro II sofria pressão de vários grupos. A Igreja Católica não estava mais ao lado do imperador. Muito menos os militares que conseguiram seu prestígio na Guerra do Paraguai, mas importância política passava longe das mãos deles. Por falar na guerra contra os vizinhos, ela provocou uma gastança absurda que gerou revolta geral. 

Quem colocava dinheiro na caixinha do país eram os cafeicultores paulistas e os oligarcas do nordeste e sul. Muitos produtores eram contra a libertação da mão de obra forçada. Mesmo aqueles abolicionistas, associavam a monarquia ao atraso do país. A Lei Áurea foi assinada em 1888 formalizando o fim da escravidão no país. O que festejamos hoje não foi suficiente para acalmar os ânimos naquele ano. Pelo contrário. O rebuliço só aumentava. A classe de intelectuais, imprensa e a classe média que crescia no final do século XIX não suportava mais o autoritarismo do império combinado à falta de liberdade econômica.  

Foi no cenário de crise econômica e política que D. Pedro II aposentou o “Império do Brazil” para dar espaço ao “Estados Unidos do Brasil”, liderado pelos militares, que de flexíveis não tinham nada. O nome meio Tio Sam não foi mera coincidência. Já que os tupiniquins já se inspiravam nos Estados Unidos da América há muitas décadas. Curiosamente, foram os próprios militares que mudaram nosso nome mais uma vez para República Federativa do Brasil na constituição de 1967 e de lá pra cá mantivemos o título. 

Nas idas e vindas de militares, altos e baixos da economia alternando poder entre truculentos, incompetentes e alguns bem intencionados, chegamos aqui, na ponte do último feriadão prolongado do ano. Além de refletir sobre o passado, é uma boa aproveitar a folga do crachá para trabalharmos para nós. Cuidar da saúde, arrumar os armários e observar as atitudes no presente. Quais marcos a nossa geração vai deixar para os feriados nacionais dos nossos netos?

Para satisfazer as mentes mais atentas ao futuro, tem muita gente reunida na capital de um país que ainda não abriu mão da monarquia. A Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP 22) está acontecendo há uma semana em Marrocos encarando desafios que vão além das definições políticas dos países. A ideia é unir reis, primeiros-ministros, presidentes e lideranças de centenas de países para discutir política climática. Apesar dos acordos firmados por 97 países da COP de 2015 sediado na França, o que foi definido por lá parece não ser suficiente para a saúde do planeta. A discussão do momento é pautar desafios que segurem o aquecimento até o final deste século para 2 graus Celsius ou até menos que isso. 

Tarefa difícil se pensarmos o ritmo das ações globais de hoje. Entre as mentes incríveis reunidas na COP 22, está o meu compadre Fernando Meirelles, que além de cineasta, está engajado nas causas ambientais há anos. Acordei na véspera do meu feriado com um áudio dele no meu Whatsapp que faço questão de compartilhar com vocês. Uma boa oportunidade para nos imaginarmos na conferência e importar a ideia para a nossa pausa. Como podemos adotar individualmente ações que beneficiam o mundo e, principalmente, cobrar dos nossos representantes medidas legislativas para cumprirmos nossa cota coletiva?


MAIS DICAS PARA O FERIADÃO 



Para quem quer liberar a energia no feriadão e comemorar em festa, a agenda do país está repleto de eventos legais e diversificados.  

A capital paulista vai ter muito Blues nesta terça no Anhangabablues Festival. O calçadão do Anhangabaú recebe grupos das 11h às 21h com acesso gratuito.

A simpática cidade de Penedo, a 170km do Rio de Janeiro, apostou no frevo que vai ocupar a rua que leva celebra a data no próprio nome. A 9a edição da “Folia da XV” começa às 10h da manhã conduzindo os foliões e uma orquestra em direção à rua 15 de Novembro. O destino final do cortejo também vai oferecer brincadeiras para a criançada. 

Os mineiros decidiram abraçar a cidade literalmente. A prefeitura de Belo Horizonte em parceria com igrejas evangélicas vai promover no feriado o que eles esperam que seja o maior abraço a céu aberto do mundo. A orla de 18km da Lagoa da Pampulha espera ser abraçada por milhares de belorizontinos e turistas para festejar a região que foi levada a Patrimônio Cultural da Humanidade.

Já os gaúchos vão receber no céu a Esquadrilha da Fumaça no Portões Abertos de Canoas. O evento gratuito contará com decolagens e pousos de aeronaves militares. Os portões se abrem às 10h e fica a sugestão da doação de 1kg de alimento que será repassado a instituições carentes da região.

Por falar em céu, todo canto do país será iluminado pela super lua na noite de hoje para amanhã. Quem não tiver o horizonte coberto por nuvens vai poder estar pertinho da lua. Afinal, o grande satélite nunca esteve tão perto da Terra há quase 70 anos. Descubra o mirante, laje ou gramadão da sua cidade e troque as melhores energias com o espaço. <3

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