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Marcelo Tas

Jornalista, comunicador e extra-terrestre

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Empresas pulam muro da censura inovando na comunicação durante o Super Bowl

Na noite do Super Bowl, Tom Brady fez história e marcas usaram a Internet para debater diversidade sem as amarras da transmissão da TV

A final do futebol americano, o Superbowl, evento mais importante do ano da TV americana, foi palco de mensagens dentro e fora da transmissão. A pauta da noite foram temas que contrariam a visão de mundo do trator-presidente Donald Trump. 

Apoiar a minorias, aceitar a diversidade e até os imigrantes e refugiados foram os assuntos dos comerciais. É bom lembrar que as empresas que anunciam no Superbowl pagam a tabela mais cara da TV mundial: R$ 5 milhões de dólares por um comercial de 30 segundos, U$ 200 mil a mais que no ano passado!

A NFL - liga que organiza o campeonato - e a Fox - que detém os direitos da transmissão - tentaram de toda forma evitar manifestações políticas. Chegaram a pedir o corte de um trecho do comercial da 84 Plumber, a maior empresa de material de construção dos EUA, onde aparecia o tal muro que Trump pretende construir separando o pais do México.

O mais bonito da noite foi lembrar de que a Internet não é solo para muros. Pelo contrário. Enquanto o comercial editado da 84 Plumber era exibido, a versão na íntegra vitalizava nas redes. Os acessos à página da empresa foram tantos, que chegou a ficar fora do ar após o jogo. 

O tom contrário aos movimentos truculentos de Trump ocuparam a pauta dos anunciantes. A gigante Airbnb também apostou na diversidade com um vídeo celebrando as diferenças culturais levantando a hashtag #WeAccept.

A Coca-Cola aproveitou o momento para compartilhar no Twitter pouco antes do início do jogo um comercial de 2014 sobre a beleza dos Estados Unidos formada pela diversidade. 

Defendendo a igualdade salarial entre gêneros, a Audi acelerou em um vídeo apoiando a valorização das mulheres no mercado de trabalho.

Da mesma forma que a rede foi um segundo palco para o diálogo político em prol dos refugiados, imigrantes, mulheres e outras bandas atacadas pelo presidente, quem apoia Trump também abusou da liberdade nas redes para botar em destaque hashtags contrárias aos comerciais. Um caldo de vozes que aponta o vencedor da noite na Internet: a liberdade de expressão.

Literalmente como uma lady, vestida de Donatella Versace, Lady Gaga abriu seu show no intervalo enaltecendo o canto “This land is your land”, uma letra poderosa que relembra que a terra é de todos, feita para mim e para você. Além do brilho na roupa de cristais, trouxe uma constelação inteira ao seu redor formada por 300 drones que bailavam conforme a música

Ironicamente, a escandalosa Lady Gaga foi sutil e Tom Brady, amigo de Trump (segundo o bilionário bufão, é importante registrar) e casado com a imigrante brasileira Gisele Bundchen venceu o jogo entrando para a história como o maior jogador da história da NFL.

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