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Marcelo Tas

Jornalista, comunicador e extra-terrestre

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Fontes eólicas chegam a 10% da matriz energética no país

No último mês de Agosto, ventos atingiram dois dígitos no total da energia produzida pelo Brasil. É a chance do Brasil se realinhar com o século 21?

Em plena semana de leilão de petróleo no Brasil, trago bons ventos. Foi divulgado recentemente que a energia eólica no Brasil bateu recorde em agosto, suprindo 10% de todo fornecimento no país.

A notícia que passou voando pelos nossos ouvidos, provoca a atenção para um detalhe: o Brasil é o único país da América do Sul que ocupa o ranking dos top 10 países com capacidade de energia eólica, ocupando a quinta posição. Perdemos apenas para a China, EUA, Alemanha e Índia.

Apesar de não ser uma energia estruturante, isso é, um fornecimento para substituir nossa principal matriz energética por não termos vento forte o ano todo, a geração eólica é complementar para as hidrelétricas. Quando chove pouco, venta muito e vice-versa. Enquanto os reservatórios de água baixam em período de seca, as ventanias distribuem energia pelo país.

Por falar em distribuição, este é um dos maiores desafios para o setor. Não basta transformar ventos em energia. É necessário distribuir. O dilema chegou ao auge quando a espanhola Abengoa faliu em 2016 e seus contratos adquiridos em leilão para ampliar as linhas de transmissão no Brasil foram cassados. Saem os espanhóis, entram os chineses que assumiram os contratos com a empresa State Grid, gigante chinesa do setor, que iniciou as obras para distribuir energia pelo Brasil.

Enquanto nos pautamos pelo otimismo na exploração de combustíveis fósseis para concorrer com oriente médio, Argélia, Líbia e Venezuela, correm bons ventos pelo nosso país que já opera com 491 parques eólicos e prevê a construção de mais 228 até 2020. Um recurso finito contra um infinito. Com papéis diferentes na matriz energética, porém apontando para um cenário de alinhamento com as tendências futuras de modo quase antagônico. 

Ouça minha coluna de hoje na CBN sobre o tema com o link acima e saiba mais sobre este movimento que o Brasil encarou e talvez não estejamos atentos para ele. 

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