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Marcelo Tas

Jornalista, comunicador e extra-terrestre

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O que aprendi de frente para o furacão Matthew

Na hora do aperto: solidariedade, planejamento e cair na real.

O primeiro furacão a gente nunca esquece. Na última semana, estive em Miami, bem perto de Matthew, um furacão categoria 4, uma intensidade nunca vista na Florida.

Dois dias antes, havia uma possibilidade dele passar bem perto do lugar onde estávamos. A primeira lição que aprendemos quando um furacão se aproxima é que se torna urgente uma decisão crucial: ficar ou fugir. 

Ficamos. Éramos quase uma centena de pessoas de vários países num resort onde iria se realizar o FOMLA - Festival de Midia Latim America - para debater o futuro da mídia. Em outras partes da Florida, previstas para receberem Matthew de frente, mais de 2 milhões de pessoas precisaram deixar suas casas.

A conferência foi cancelada e uma outra questão ocupou a minha vida: como conviver com um furacão? A chave para a resposta: a preparação das pessoas em rede. Matthew passou e deixou uma lição de solidariedade, planejamento e foco no presente.

A incerteza dentro do peito foi aos poucos sendo alterada pelas pessoas em volta. Hidiberto Rocha, um dos gerentes do resort onde eu estava, foi um professor de cidadania. Brasileiro, vive há 20 anos nos EUA, onde já trabalhou em vários hotéis famosos. Para que os funcionários mais humildes do hotel pudessem ajudar suas famílias na hora da chegada do furacão, Hidiberto e outros gerentes, o que incluía o presidente do Resort, estavam por lá, ajudando a servir e lavar louças, por exemplo.

O planejamento, infraestrutura e solidariedade na costa americana conteve os estragos e mortes que poderiam ser bem maiores considerando a tempestade que atacou a região. Mesmo assim, mais de 2 milhões de norte-americanos ficaram sem energia elétrica e 17 pessoas morreram em consequência da tempestade.

Por outro lado, o Haiti não teve essas condições. Antes mesmo de se recuperar do terremoto de 2010 que deixou quase 200 mil mortos, enterrou mais pelo menos 900 vítimas do furacão Matthew. Além dos danos na agricultura e áreas urbanas. Quem quiser apoiar as vítimas da nova tragédia no Haiti, a Unicef está promovendo uma campanha de arrecadação de recursos para as vítimas do furacão no Haiti disponível em unicef.org.br.

Apesar de existirem furacões como este no Brasil, testemunhamos todos os verões tragédias com as enchentes e deslizamentos. Chuvas fortes por aqui não são novidade. Em 1855, Bruno Otto Blumenau, fundador da colônia que se tornaria no futuro a cidade de Blumenau, já falava sobre uma cheia que devastou a região. Precisamos aprender com os EUA. Planejar, criar infraestrutura e afastar a população das zonas de perigo.

Matthew também deixou um aprendizado precioso de uma mirada sobre a beleza, preciosidade e fragilidade da vida. Agradeço a atenção e carinho de todos que se preocuparam com meu destino.  

Image titleNo café da manhã com o baiano Hidiberto Rocha, gerente do Turnberry Isle Miami, professor de cidadania e bom humor.


2 COMENTÁRIOS

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  • Andreia Guerrero

    10 Out 2016, 20:11

    Parabéns pelo artigo.Fica claro a desigualdade social desse planeta, se por um lado devemos aprender com eles a sermos organizados frente a tantas tragédias que todos os anos causam inúmeros prejuízos e mortes, acredito que a maior lição foi a de humildade e solidariedade, é raro vermos por aqui alguém com um cargo superior trocar de lugar com um empregado necessitado, estão todos voltados para o próprio umbigo , é como dizem cada um por si e Deus pra todos..

  • Andreia Guerrero

    10 Out 2016, 20:11

    Parabéns pelo artigo.Fica claro a desigualdade social desse planeta, se por um lado devemos aprender com eles a sermos organizados frente a tantas tragédias que todos os anos causam inúmeros prejuízos e mortes, acredito que a maior lição foi a de humildade e solidariedade, é raro vermos por aqui alguém com um cargo superior trocar de lugar com um empregado necessitado, estão todos voltados para o próprio umbigo , é como dizem cada um por si e Deus pra todos..

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