Educativo e divertido por Marcelo Tas

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Marcelo Tas

Jornalista, comunicador e extra-terrestre

Marcelo Tas

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Ocupações são oportunidade de aprendizado para governantes

Estudantes estão tentando ensinar governantes a praticar algo inédito: ouvir!


Alunos secundaristas voltam a ocupar a escola símbolo das ocupações 2015, a Fernão Dias, no bairro de Pinheiros em São Paulo. Estão solidários a uma nova ocupação, o do Centro Paula Souza, de onde são administradas as escolas técnicas de São Paulo. O que reclamam os estudantes?

Reclamam da qualidade da merenda, da necessidade de uma CPI da merenda, da deterioração do ensino e da ameaça de fechamento de escolas no estado, justamente a principal reinvindicação que motivou a ocupação de 200 escolas no final de 2015. Ou seja, ainda estamos na estaca zero. Como o governo respondeu? Negou e disse que quase 90% das escolas tem merenda, sem mencionar a qualidade desta e que está aberto ao diálogo. Ah, também enviou a polícia para dialogar na ocupação da Paula Souza, a repórter da CNB Anne Zanetti sentiu a dor desse diálogo, spray de pimenta nos olhos.

No Rio, os secundaristas cariocas se sentiram inspirados pelas ocupações paulistas e também pelo filme A revolta dos Pinguins, de estudantes secundaristas do Chile.

Eles denunciam o sucateamento das escolas no estado. Como são refratários a darem entrevistas, postam videos mostrando as condições lá dentro. São eloquentes o carinho que são tratados. Como num video que separei realizado do Colegio Estadual Irineu Marinho em Duque de Caxias, cadeiras novinhas largadas dentro de um depósito imundo enquanto faltam cadeiras nas salas super lotadas.

Na Universidade Mackenzie, há um outro tipo criativo de ocupação. As alunas do curso de Arquitetura inundaram a escola com cartazes que reproduzem frase machistas dos professores, maioria do corpo letivo da escola. A iniciativa partiu do Coletivo Feminista Zaha. Alguns professores negaram. A direção da escola promete iniciar debates sobre o tema.

Os governantes e líderes tem muito a aprender com seus alunos.  Os jovens tem muito a nos ensinar sobre transparência e ética mas continuamos agindo como antigamente. Mas preferem continuar agindo como antigamente, com surdez e o  autorismo de antigamente.

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Reprodução Facebook


1 COMENTÁRIO

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  • Karine Fonte de Azevedo

    02 Mai 2016, 12:33

    E o mais triste, Tas? O resultado da educação de má qualidade que essa menina deseja mudar está nela mesma: "a gente vinhemos", "os aluno"... Mais do que as cadeiras estocadas, o bebedouro encostado e o banheiro para deficiente sonegado, a dificuldade dela em construir um discurso correto, a despeito do interesse e do esforço, são mais que suficientes para convencer QUALQUER UM a apoiar essa ocupação.