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Marcelo Tas

Jornalista, comunicador e extra-terrestre

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Por que brasileiros que estudam no exterior não pretendem voltar?

Em 8º lugar no ranking de estudantes estrangeiros nos EUA, Brasil falha em estimular volta dos cérebros de volta ao patropi

Quase 20 mil brasileiros estão estudando nos EUA. Isso representa 0,01% da nossa população total. Parece pouco, mas é o suficiente para colocar a brasileirada em oitavo lugar na lista dos principais países de origem dos estudantes estrangeiros nos EUA.

Ocupando o primeiro, segundo e terceiro lugar no ranking, encontram-se a China, Índia e Arábia Saudita, respectivamente. Os números são do relatório Open Doors, publicado anualmente pelo Instituto Internacional de Educação

Até aí seria motivo de festa para quem acredita que o ensino norte-americano proporciona uma boa qualificação. O problema é que muitos desses alunos não pretendem voltar para o solo tupiniquim tão cedo.

A repórter Vanessa Fajardo, do G1, entrevistou alguns desses brasileiros. Entre os depoimentos dos cinco jovens citados na matéria, há algo em comum: a vontade de ficar um pouco mais nos EUA para praticar o que aprendeu, especialmente na expectativa de conseguir uma experiência profissional nas empresas americanas conhecidas pela inovação.

Sabemos que a condição atual do Brasil não é um feirão de ofertas de empregos, o que desestimula o retorno destes estudantes para casa. A sombra da crise econômica levou a taxa de desemprego cravar 13,7% no último trimestre.

Se olharmos para o ranking dos países que mais investem em inovação, o Brasil não está mais nos TOP 10. Um cruzamento feito pela ONG Bagatelle elencou os países que mais investem em pesquisa e desenvolvimento proporcionalmente ao seu produto interno bruto.

Israel é o cabeça de chave com 4,2% do seu PIB investido em pesquisa e desenvolvimento. Na sequência, a Finlândia e Coreia do Sul empatam com 3,6% do PIB investido. O Brasil ocupa da 36a colocação na lista com apenas 1,3% na proporção.

Na contramão da média brasileira, temos empresas que dão bom exemplo. Reconhecida pela sua capacidade de inovação, a Embraer reinveste 5,6% do seu faturamento na área de Produto e Desenvolvimento, o que representa R$ 1,13 bilhão por ano. A mentalidade corporativa também extrapola a curva. Segundo Mauro Kern Jr., VP de Operações da companhia, a Embraer conta com uma equipe de desenvolvimento treinada para pensar daqui a 15 anos.

O Brasil possui no seu histórico momentos de destaque de inovação mundial. Na década de 1970, despontamos no desenvolvimento e pioneirismo na utilização em larga escala do Etanol como recurso energético. O projeto Pró-Álcool colocou o etanol produzido pela cana de açúcar em muitos carros brasileiros. 

Em tempo de vacas magras, mentes qualificadas e treinadas para identificar soluções inovadoras são fundamentais. Enquanto os brasileiros formados pelo Tio Sam não embarcam de volta, o número de graduados por aqui deixam a desejar.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva a partir da PNAD identifica aproximadamente 18,2 milhões de brasileiros com graduação completa. No entanto, este número representa apenas 12% da população adulta. 

É essa minoria com ensino superior que leva a melhor na hora de checar o holerite. O salário dos graduados é 147% maior do que aqueles que ainda não terminaram uma faculdade.

Ainda segundo o instituto Locomotiva, temos consciência da importância do ensino. Nove em cada dez brasileiros concordam que a educação é o principal meio para atingir o sucesso profissional. 

Apontando a mira no futuro, fica nítida a necessidade de investirmos em um ambiente propício em inovação. Um excelente atrativo para estimular as mentes mais qualificadas profissionalmente, além de apontar a necessidade de levarmos a sério a importância de maior formação dos brasileiros no ensino superior. 

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