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Marcelo Tas

Jornalista, comunicador e extra-terrestre

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O dia que a vilã vira mocinha

Atriz de House of Cards vira o jogo fora da tela e faz valer os direitos da mulher

A realidade anda tão torta que as notícias parecem ficção e vice-versa. A realidade brasileira vive sendo comparada com a série House of Cards do Netflix, que mostra o jogo sujo nos bastidores do poder nos EUA. Esta semana a realidade e a série trouxeram mais surpresas, só que no caso de House of Cards, a surpresa aconteceu fora das câmeras.

Num evento na Fundação Rockfeller, para apoiar ações de desigualdade ao redor do planeta, a atriz Robin Wright que interpreta Claire Underwood, a adorável vilã da super badalada série acabou revelando um fato extraordinário. Apesar da personagem dela ter tanta importância quanto a do vilão, Underwood, interpretado por Kevin Spacey, ela ganhava menos que ele. Ganhava, pois rodou a baiana e conseguiu negociar com o Netflix e equiparar o cachê dela com a de seu marido, o presidente dos EUA na ficção. Sabe como? Chantagem. Ameaçou os produtores de abrir a boca no mundo caso não fosse ouvida. Claire Underwood, a vilã da série deve ter ficado orgulhosa da sua intérprete.


Antes da exigência, Robin se precaveu encomendando uma pesquisa sobre qual personagem era mais importante para o público que assiste a série. Deu empate. A personagem dela era tão popular quanto a de Spacey. Kevin ganhava U$ 500 mil por episódio, agora Robin também ganha o equivalente a isso. 

Robin tem um histórico de apoiar causas humanitários. Ela estava lá na Fundação Rockfeller para divulgar o lançamento do novo documentário dela: Quando elefantes brigam (When Elephants Fight). O filme mostra o drama do Congo, uma nação com muitas riquezas mineirais com o povo mergulhado na miséria. O Congo produz minérios usados por paises ricos como EUA para fabricar celulares que eu, voce e todo mundo usa. O volume de recursos envolvidos inspira a guerra de poder no país que já matou 6 milhões de pessoas, além de deixar grande parte da população na miséria.

A Fundação Rockfeller apoia iniciativas para combater todo tipo de desigualdade ao redor do mundo. 

É bom lembrar que ainda hoje nos EUA, mulheres ganham 82% do que ganham os homens para fazer o mesmo trabalho. No Brasil, a coisa é bem diferente. Na última pesquisa que mede o Índice Global de Desigualdade de Gênero, divulgada o ano passado no Fórum Econômico Mundial, entre 134 países, o Brasil ficou na 133ª posição, ou seja, o segundo pior, na frente apenas de Angola. Aqui, homens ganham 30% a mais que as mulheres pelo mesmo trabalho.

Este índice tem a ver inclusive com o acesso de mulheres aos cargos no poder. No primeiro mandado de Dilma, elas ocupavam 26% dos ministérios, no segundo, 15%. Hoje, no governo Temer, é bom lembrar 0%! Ou seja, estamos caminhando para ultrapassar Angola e virarmos campeões mundiais em desigualdade de gênero.

Na noite da última sexta-feira, Caetano Veloso apresentou para uma multidão reunida no Palácio Gustavo Capanena, região central do Rio, em uma manifestação a favor da democracia e contra a extinção do Ministério da Cultura. As mulheres presentes na plateia decidiu cantar mais alto que o baiano quando era vez de Tieta. "Eta, eta, eta, eta. Eduardo Cunha quer controlar minha buceta" canhou coro até de Caetano. Veja o vídeo abaixo.

A mulherada brasileira tem muito que aprender com a vilã de House of Cards. No evento da Fundação Rockfeller, quando perguntada ao final da entrevista que conselho daria as mulheres para conseguirem seus objetivos, ela não pensou duas vezes: façam barulho!!!

Neste final de semana, um videoclipe da trouxe mais uma ação afirmativa feminina importante. Joe Jonas, ex-integrante do Jonas Brothers, um dos maiores grupos de música pop pra garotada, colocou como estrela do vídeo a modelo plus size Ashley Graham. As cheinhas estão pirando de alegria. Com razão, ficou lindo!

O vídeo ultrapassou 4 milhões de acessos com apenas cinco dias de lançamento. É uma alegria e esperança ver as mulheres ocupando lugares que elas simplesmente merecem #RespeitaAsMina


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